Água parada apodrece
Amor também.
Verbonovidade
terça-feira, 26 de julho de 2016
Vá à praça.
Caminhe. Pague para ver.
Onde começa este poema?
Nos seus passos.
Não, não tem rima.
Viver é o verbo novidade
Permita-se.
Caminhe. Pague para ver.
Onde começa este poema?
Nos seus passos.
Não, não tem rima.
Viver é o verbo novidade
Permita-se.
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Poesias
Interpretações...
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Estava eu lendo o mito de Hércules contra o leão de Neméia e... Refletindo sobre as relações entre o ser e a sociedade, comecei a viajar nessa ideia: Reduzimos a vida natural circundante à cultura social... No meio disso, nos encontramos e nos perdemos... Nos encontramos porque somos animais semióticos, e nossa organização nos enriquece de possibilidades de significações... Todavia... Por sermos animais mitologizando nossa existência, também nos perdemos de nossa razão fundamental... Existir aqui e agora, pulsando sangue, contemplando estrelas, é mais do que podemos definir, no entanto, todo o nosso maravilhamento por participar do mistério, e também todo o nosso assombro diante do desconhecido, revelam a riqueza de nossa sensibilidade perceptiva: todo o corpo trabalha para manter um sonho que caminha, um sonho sonhado pela natureza do mundo... Isso me faz crer que o universo quer tanto a vivência plena das possibilidades, que pôs-se a caminhar com nossos pés, sem certezas, apenas interpretações...
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Reflexões
O sorriso
domingo, 24 de julho de 2016
Lindo é o sorriso espontâneo, que escapa feito o vento, sem previsão, e move o mar, as aves, as árvores, sem a nenhum deles faltar... Sorriso que rende e reanima, que é ponte do denso para o sutil, alento que contorna o tenso para o anil e encontra, cada vez mais bobo e leve, elevadas atmosferas, o sorriso estratosférico, sorriso natureza, regozijo de grandeza planetária que, num diminuto instante, contagia os olhos da gente, alimentando o sagrado fogo da alma!
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Poesias
Real
sábado, 23 de julho de 2016
Sente-se desconfortavelmente. Fique nessa posição até doer seu corpo. Force mais, espere ficar insuportável, resista, acostume-se.
É possível habituar-se à dor. Muitas vezes nem percebemos, mas nos colocamos em desconforto quanto a nossos sentimentos, intenções ou atitudes e nos forçamos contra nossa própria natureza.
O corpo é sábio e nos avisa que há desconforto, da mesma forma, se soubermos ouvir nosso próprio interior, tornamo-nos conscientes de nossos fluxos energéticos e reais necessidades.
É possível habituar-se à dor. Muitas vezes nem percebemos, mas nos colocamos em desconforto quanto a nossos sentimentos, intenções ou atitudes e nos forçamos contra nossa própria natureza.
O corpo é sábio e nos avisa que há desconforto, da mesma forma, se soubermos ouvir nosso próprio interior, tornamo-nos conscientes de nossos fluxos energéticos e reais necessidades.
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Reflexões
Coração da música noturna
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Que Lua!
Que divina Lua!
Do hálito fresco, do olhar imantado de luz!
Coração da música noturna.
A lua é líquida dentro de mim
O Luar me percorre! Inebria!
Eriça a natureza na pele da noite...
Beija o meu sangue! Inunda a minha carne!
E perfuma a minha mente
Com o céu universal.
Que divina Lua!
Do hálito fresco, do olhar imantado de luz!
Coração da música noturna.
A lua é líquida dentro de mim
O Luar me percorre! Inebria!
Eriça a natureza na pele da noite...
Beija o meu sangue! Inunda a minha carne!
E perfuma a minha mente
Com o céu universal.
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Poesias
Meu devaneio
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Nesta vida, entendi que minha tramontana é o sonho. Coisas simples, distantes, me fascinam. Me sinto um pouco distante também. Não tenho parte com as coisas demasiadamente urbanas... Muito embora esteja mergulhado nelas... Minha alma é coisa alienígena, gosta é de passarinhos livres, de riachos rindo, de ficar ouvindo e vendo o vento passeando a mais calma música nas folhas das árvores... Amo contemplar as coisas, ficar pensando elas...
O mundo artificial me assombra, por vezes. Significados me preocupam. Desde sempre fico encucado com aquilo que ouço falarem da natureza, da humana condição, da vida... Então escrevo, eu quero poder colaborar, transformar pela linguagem, provocar epifanias... Por isso trabalho lapidando minhas palavras por meio da poesia, que é livre e inspira sempre alguém... Minha preocupação nessa vida é ter algo de valor para que leiam ou ouçam de mim, pois o mundo precisa, penso, acima de tudo, da poesia.
O mundo artificial me assombra, por vezes. Significados me preocupam. Desde sempre fico encucado com aquilo que ouço falarem da natureza, da humana condição, da vida... Então escrevo, eu quero poder colaborar, transformar pela linguagem, provocar epifanias... Por isso trabalho lapidando minhas palavras por meio da poesia, que é livre e inspira sempre alguém... Minha preocupação nessa vida é ter algo de valor para que leiam ou ouçam de mim, pois o mundo precisa, penso, acima de tudo, da poesia.
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